Acabar com a ‘Guerra às Drogas’

Em 2000, um artigo do Los Angeles Times, referia que a Guerra às Drogas promovida pelas autoridades dos Estados Unidos (“Drug War”) não estava funcionando e estava bem longe do que era a realidade experienciada pela população americana. As autoridades policiais referiam que, pela primeira vez, estavam acentral_america_drugs.jpg_1718483346dmitindo na força recrutas que já tivessem experimentado maconha (ou outras drogas) no passado.

Nos Estados Unidos o consumo de maconha era considerado um crime grave e continua sendo visto, socialmente, como muito negativo entre alguns setores da sociedade. Porém, a atitude relaxada que muitos cidadãos tomavam em relação a um ato que viam como recreativo (principalmente no caso da maconha, uma “droga leve”) levava a que até a polícia já não encontrasse candidatos sem essa “mancha” no currículo. É necessário parar a “guerra às drogas” e encontrar uma alternativa mais liberal e construtiva.

Descriminalização: o exemplo de Portugal

Em 2001, Portugal foi pioneiro ao descriminalizar a posse e consumo de drogas. Possuir uma quantidade de droga para consumo até cerca de dez dias (em média) deixou de ser motivo de prisão. O objetivo era deixar de olhar o consumidor de droga como um criminoso mas como alguém que precisa de ajuda. Junto com isso, foi lançado um programa que incluía tratamentos de substituição (com drogas à base de ópio) e até troca de seringas.

Entretanto, os recursos policiais dedicados aos consumidores puderam se focar nos traficantes, verdadeira origem do problema.

O programa foi muito criticado, tanto em Portugal como por organizações internacionais ligadas ao tema. Contudo, atualmente, a taxa de mortes relacionadas com droga é cinco vezes mais baixa que a média da União Europeia, e o número absoluto de consumidores caiu para metade do que era quando a lei foi implementada.

O sucesso foi tal que delegações dos Estados Unidos já voaram até Portugal para estudar o caso.

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